O Padre Butinhá

O Padre Butinhá

Pe. FRANCISCO XAVIER SALVADOR BUTIÑA, nasceu em 16 de abril de 1834, em Bañolas, Província de Girona – Espanha. Em 1854, entrou para a Companhia de Jesus, se tornando sacerdote em 29 de julho de 1866. Filho de artesãos, desde muito cedo, lutou pela classe trabalhadora, semeando a civilizadora luz evangélica entre rústicos aldeões e nos centros operários. Iniciou e, com patrocínio de piedosas pessoas, seguiu com a fundação de um instituto de mulheres trabalhadoras; Religiosas Operárias, as JOSEFINAS.

Butiña foi um homem guiado por Deus providencialmente para uma missão: “Anunciar aos homens e mulheres do trabalho manual o caminho de liberdade: seguir os passos de Jesus, o operário de Nazaré”.

Homem, amante de sua vocação, intimamente convencido de que o trabalho não deve ser ocasião de abandono do religioso, senão que, ao contrário, fonte de santificação. São José Operário e seu filho Jesus de Nazaré, também operário, são demonstrações do vivo exemplo de santidade no trabalho.

Butinã leu e descobriu está página evangélica: “Jesus trabalha com suas próprias mãos no seio de uma família artesã”. Esta graça e este carisma são dons concedidos por Deus para o bem da Igreja e para a missão específica a qual foi preparando passo a passo.

Baseado na Espiritualidade Inaciana, Butiña sabia que Deus se pode encontrar em todas as coisas: “O valor das pequenas coisas, no cotidiano da vida”.

Apóstolo incansável em seu empenho para fazer penetrar nas consciências e nos corações a grandeza do “trabalho humano” e em consequência a dignidade dos trabalhadores.

Sacerdote que se distinguiu por sua humildade e zelo. Teve preferência pelos pobres, principalmente às operárias, e para ajudá-las fundou a Congregação valorizando o trabalho simples, humilde e artesanal: “Ganhamos a vida trabalhando”, dizia à suas filhas.

Em 1875, quando fundou a Congregação “Filhas de São José”, o carisma e a missão estavam definidos.

CARISMA: A contemplação levou Butiña a descobrir em Nazaré, toda a profundidade que seu saber teológico podia expressar: “Lugar escolhido por Deus, escolhido e querido por Jesus; Nazaré é lugar da nova criação, Jesus, o operário, o servo em Nazaré, nos ensina o caminho verdadeiro de vida. Ali se encontra um Deus encarnado, feito homem, ao alcance de qualquer um. Um Deus de toda a vida e para toda a vida. Um Deus que trabalha, que vive”.

 

(Família Sagrada)

Toda a espiritualidade está enraizada na “Oficina de Nazaré”, a família que vive e trabalha unida a Deus e aos irmãos, portando a Oficina é lugar de seguimento a Jesus, é lugar de fraternidade, de vida, de missão.

MISSÃO: Com o olhar contemplativo e profético à descristianização do Mundo Operário, vivendo as consequências da Revolução Industrial, em especial à mulher explorada e marginalizada no trabalho, Vê que “é possível ser santo(a), no trabalho em que se realiza.” Busca soluções e respostas a esta situação do trabalhador(a).

“Não importa o que se faz, mas é necessário louvar a Deus no trabalho, realizando-o como serviço aos irmãos e que não basta fazer muitas coisas, mas é necessário fazê-las bem”.

A MISSÃO ESPECÍFICA É EVANGELIZAR O MUNDO TRABALHADOR POBRE, ESPECIALMENTE À MULHER TRABALHADORA.